"Pode ser que o modelo educacional tradicional e arcaico seja falho, porém acho que o liberalismo (a parte social) tende a ser confundido com libertinagem, levando a um caos que apenas distorce os parâmetros básicos de comportamento e aprendizagem.
Creio que o ÚNICO caminho para um aprendizado literal é a retidão e disciplina.
O comportamento humano exige repetições para aprender algo e parâmetros para comportamento social. Por isso os orientais se sobressaem em muitos aspectos, possuem uma retidão irrepreensível e valores que há muito (se já tivemos isso nesse país-prisão) não são sequer citados, como honra, família e etc.
Aqui, simplificam os conceitos para controle geral, nivelam por baixo e os distorcem sob a desculpa de que "o mundo está mudando, temos de mudar com ele". A educação era melhor na Ditadura, por pior que possa ter sido"
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Eu poderia ter continuado a discussão pelos comentários, mas os pontos a se discutir são tantos que não seria o suficiente. Apesar de que, na verdade, nada aqui passará de bobagem.
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Parte I - Japão
A revolução educacional japonesa ocorreu na era Meiji. A história a seguir é um resumo fidedigno dos acontecimentos. Ao menos a conclusão é.
O Imperador Japonês João Meiji estava entediado. E quando ele ficava entediado, ele gostava de fazer a única coisa que dava pra fazer naquele país minusculo: pescar. Ele então fechou o seu projeto (algo sobre colocar carpete no país todo. Ia ficar meio caro, uns 200 reais, mas o problema é que ia molhar a borda toda), pegou sua vara, umas minhocas, a bicicleta e foi para o outo lado do país. À beira do oceano, duas horas e meia dizia de carpas depois, avistou ao longe uma embarcação um tanto inusitada. Ela tinha uma bandeira com listras e estrelas, estava forrado de canhões, mas o mais estranho era o seu formato: Parecia um pênis ereto. Aproximando-se, desceram da piroca oceânica alguns homens com um papel, e estes se dirigiram ao imperador e leram o documento, que dizia o seguinte:
Art. 1 - O bátima é viado
Art. 2 - O Japão está convocado para uma suruba.
§ 1 - Só haverá uma fêmea na suruba.
§ 2 - O Japão fará o papel de fêmea na suruba.
Naquele momento João Meiji tirou da necessidade um objetivo: Seria violado, mas seguiria os passos de seus torturadores. Os imitaria totalmente, e, quem sabe, seria convidado para a próxima, em condições mais favoráveis. Investiu fortemente nesse intento, comprou armas melhores, importou silicone e colocou os roceiros para estudar. Foi tão bem sucedido que conseguiu até se vingar do Czar russo, único a não telefonar após o multi coito.
Sabe como isso foi feito? Fácil. A população do Japão já estava acostumada a obedecer os seus líderes. Sei lá o motivo. Talvez seja biológico, talvez cultural. Mas a cultura da obediência PRECEDIA e foi a CAUSADORA do sucesso educacional japonês. A questão é que só houve educação porque ANTES já existia retidão e disciplina. Fica aí o paradoxo: só se ensina com retidão e disciplina, mas como se ensina retidão e disciplina? Em resumo, por melhor (?????????) que tenha sido, a educação da ditadura não ensinou a retidão e a disciplina. No máximo, controlou momentaneamente através da violência (Sou contra a violência, que fique claro), mas, quando olhava para o outro lado a putaria continuava. Porque estamos no país da putaria. Se o Japão tem um motivo para ser uma potência hoje, talvez ele se deva menos à educação e mais à capacidade do povo de obedecer. Muito provavelmente, por conta desta característica, o Japão também seja um dos países mais tristes do mundo.
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Parte II - Indo a lugar nenhum
A educação está cercada de mitos. Neste sentido, ela se aproxima mais da religião do que a razão que ela ostenta permitiria. Vejamos: Qual é o único caminho para a verdade? Para um futuro distante e perfeito? É claro que é Deus!
Vamos seguir, ainda que de longe, os caminhos da educação formal: Surgiu num contexto de fortalecimento do estado nacional europeu e para este fim. Olhe o currículo: Fale sua língua materna (ou a língua que o governo diz ser a materna), Conheça o espaço físico de sua nação. Saiba quem são os heróis do passado de sua nação (que não existia a cinco minutos)... Tudo construído com base no interesse de criar um povo para os governantes governarem.
Chegamos então à um momento onde os governantes entenderam que, na realidade, não precisavam de um povo para governar. Em momentos adversos, bastava jogar uma bola, baixar a porrada ou outro método cheio de criatividade. Tantas opções!
Mas, na mesma medida em que um povo era um incomodo, ele era uma mal necessário. Pelo menos ele produzia dinheiro. Entra ai no currículo a preparação pra esses vagabundos conseguirem trabalhar em qualquer coisa que não fosse a roça: O acesso ao conhecimento científico, o domínio da matemática...
Mas, nessa meiota, ali, num canto escuro onde alguém tinha acabado do se masturbar do século XIX, alguém teve a revelação. Uns dizem que foi um anjo, outros que foram os lobisomens. Eu estava longe e ninguém pode provar nada. Surgiu a ideia do que o messias do mundo era a educação. Lógico que, pra quem importa, essa ideia se manteve na posição ridícula que lhe era de direito. Mas teve uma galera que acreditou, e, aparentemente era útil manter as aparências. E a ideia foi ficando mais forte, embora ninguém conseguisse dizer exatamente como uma coisa se ligava a outra. De que forma a análise sintática salvaria o país? Responda sem gaguejar.
Voltamos ao conteúdo. Falarei sobretudo da escola pública. Hoje, saber essas merdas é desnecessário para uma grande maioria. Um robô faz o serviço de dez peões. Meia duzia de técnicos (leia-se pessoa treinada em uma função básica (ciborgue)) e a fábrica vai de vento em popa. Melhor de tudo se os técnicos não pensarem muito. Proponho aqui um desafio: quem, caralhos, usa mais de 30% do que aprendeu na escola básica (em especial a segunda etapa do ensino fundamental e o ensino médio) na profissão que escolheu?
Mas o conhecimento deveria bastar por si. Deveríamos, talvez, estudar para não sermos mulas, e não para se encaixar no projeto político do momento. E isso passa, necessariamente, por não seguir o modelo imposto. Fechem as escolas! Matem os professores!
Sorte minha que ninguém vai ler isso aqui!
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